O QUE ACHAMOS DE:: Os incríveis 2

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Depois de 14 anos, a sequência da história de Super Heróis da Pixar chegou aos cinemas. Os incríveis 2 é novamente escrito e dirigido por Brad Bird e traz a família Pêra de volta a ação.

O primeiro choque é perceber como a técnica de animação evoluiu durante esses anos. O brilho nos uniformes, as cenas que envolvem água e até mesmo o desgin de alguns personagens estão muito mais bonitos, mas sem perder o ar cartunesco que garante a identidade e traz a nostalgia do público mais velho. O trabalho da dublagem, aqui no Brasil, também acerta em se manter fiel ao trabalho de 2004. Pêra é muito melhor do que Parr!

A construção da trama, ao colocar a Mulher elástico no centro da ação enquanto mantém o Senhor Incrível cuidado das crianças também é esperta em trazer temas mais sérios, como o machismo e a romantização da maternidade, debatido de forma leve em seu subtexto.

Mas, se os personagens principais conseguem manter seu carisma e (re) conquistar o público, a construção do vilão Hipnotizador fica a desejar. Usando de um plot já presente em longas mais recentes, como Frozen e Zootopia, apesar de visualmente interessante e render uma das cenas de luta mais estilizadas e visualmente atrativas do filme, suas motivações são bem “qualquer coisa”, ficando bem abaixo do Síndrome/bochecha apresentado no longa anterior. Para compensar, os novos heróis, como a tagarela Voyd, trazem um pouco mais de charme para o longa apesar não terem muito tempo em tela.

Uma das coisas que mais se destaca é a trilha sonora. Michael Giacchino retorna e continua trazendo o ar de filmes de espionagem que deu vida ao filme de 2004.

Os Incríveis 2 é uma sequência divertida que tem muito a dizer, que apesar de um enredo previsível, consegue aquecer o coração dos mais nostálgicos e conquistar novos fãs.

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