O QUE ACHAMOS DE :: As Filhas do Fogo

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As Filhas do Fogo é um filme argentino que conta a história de três mulheres de meia-idade que se encontram por acaso e começam uma relação de poliamor, vivendo suas liberdades longe da dor e peso dos dias.

Através das anotações da personagem Violeta, embarcamos nas aventuras das filhas do fogo.

Como a proposta do filme, a maioria das cenas são explícitas, cruas e diretas, para provocar quem assiste ou libertar, aceitando o prazer lésbico. Na maioria das cenas assistimos uma espécie de bastidores do filme erótico das personagens.

As mulheres aparecem com uma certa brutalidade e poder, da mesma forma que a presença de homens é colocada como vilões, espancados e jogados da cena por seu olhar conservador. A energia agressiva é transmitida em cada quadro. Para muitos pode ser um filme apelativo, para outros apenas um ato natural e liberal de expressão. Concluímos que a mensagem é um protesto em forma de erotismo.

A diretora Albertina Carri criou um filme extremamente ousado, regado política e muitos corpos nus, de pornografia e contra todo tipo de pudor. As Filhas do Fogo são independentes, desafiadoras, e nada pode ou deve detê-las.

A partir da metade do filme, os atos se tornam repetitivos e esperamos algo que acrescente a mais e isso não acontece.

O filme é um nocaute no espectador que espera uma história conservadora, devemos nos perguntar se estamos ou não diante de uma arte ou apelação. A resposta fica em cada espectador e sua aceitação particular, mas o que podemos ter certeza é que as mulheres libertam-se dentro e fora da tela, dando um novo significado à idéia do cinema independente.

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